quarta-feira, 16 de abril de 2014

SEJAM BEM VINDOS!



 
Recursos e estratégias em  baixa tecnologia de apoio ao aluno com TEA Transtorno do Espectro Autista/Autismo
                                          Sugestões de Atividades
O Transtorno do Espectro Autista (TEA) ,é um transtorno Global do Desenvolvimento TGD, engloba diferentes síndromes marcadas por perturbações do desenvolvimento neurológico. com três características fundamentais, que podem manifestar-se em conjunto ou isoladamente. São elas: dificuldade de comunicação por deficiência no domínio da linguagem e no uso da imaginação para lidar com jogos simbólicos, dificuldade de socialização e padrão de comportamento restritivo e repetitivo.
                                            Cartôes de comunicação
Um dos recursos que podem ser utilizados na escola (em vários ambientes) e em casa são os cartões com gravuras diferenciadas, nele poderão ser trabalhadas varias atividades dependendo do objetivo proposto como por exemplo: identificação de pessoas,de lugares, cômodos de determinados ambientes, estado emocional das pessoas(triste,alegre, aborrecido etc.) .tais recursos abrangem desde a educação infantil até o ensino fundamental.



Este recurso além de ser de baixa tecnologia, é de fácil acesso e variada utilização é bastante envolvente, o que facilita a interação entre professor e alunos.

Por isso, as pessoas envolvidas – pais, irmãos, parentes – precisam conhecer as características do espectro e aprender técnicas que facilitam a autossuficência e a comunicação da criança e o relacionamento entre todos que com ela convivem.
Crianças com autismo precisam de tratamento e suas famílias de apoio, informação e treinamento. A AMA (Associação dos Amigos dos Autistas) é uma entidade sem fins lucrativos que presta importantes serviços nesse sentido. 
Prancha de Comunicação 
Pranchas de comunicação -As pranchas de comunicação podem ser construídas utilizando-se  fotos, gravuras, objetos ou símbolos, letras, sílabas, palavras, frases ou números. São personalizadas e devem considerar as possibilidades cognitivas, visuais e motoras de seu usuário.
 
 
 
Essas pranchas podem estar soltas ou agrupadas em álbuns ou cadernos. O indivíduo vai olhar, apontar ou ter a informação apontada pelo parceiro de comunicação dependendo de sua condição motora.
          Também podem variar de tamanho, conforme a necessidade e serem desenvolvidas usando materiais como papel, cartolina, isopor, madeira, ou ainda serem organizadas a partir de um álbum de fotografias, até mesmo com uma pasta com divisórias. Além das pranchas personalizadas (para comunicação pessoal), existem outras para múltiplos usuários, que podem ser utilizadas nas mais diversas situações como, por exemplo, em ambiente escolar, em bibliotecas, com a turma, entre outros. Possibilita, desse modo, uma rica forma de comunicação entre todos que estão no local utilizando-as (SCHIRMER, 2004).
 
Jogos variados
 
 
 
A utilização de jogos para indivíduos com TEA, permite a interação social, a expressão afetiva, o desenvolvimento da Linguagem, desenvolvimento cognitivo, a experimentação de novas possibilidades, a apropriação de regras sociais a imersão no universo cultural. Também estimulam o raciocínio lógico, estimulam a construção de novos conhecimentos. É excelente ferramenta pedagógica e educativa torna a aprendizagem mais significativa e dinâmica exemplos: Boliche, pega- pega, bola no cesto, encaixes variados e de montagens. Os jogos necessitam oferecer  para crianças autistas significação, organização e planejamento, com estratégias bem definidas e organização estabelecida  de rotina
 
 Referências:
SCHIRMER, C. R. Comunicação Suplementar e Alternativa no Trabalho com Portador de Paralisia Cerebral. IN.: RIBAS, L. P.; PANIZ, S. I. M. Atualizações de Temas em Fonoaudiologia. Novo Hamburgo: Editora FEEVALE, 2004.
 

Atividade 2




Diferenciando Surdocegueira  e Deficiência Múltipla
                            Surdocegueira é uma deficiência única, que apresenta as deficiências auditiva e visual concomitantemente em diferentes graus, levando a pessoas surdacega a desenvolver diferentes formas de comunicação pra entender e interagir com as pessoas e o meio ambiente, possibilitando-a a ter acesso a informações, uma vida social com qualidade, orientação e mobilidade, educação e trabalho necessitando de um guia-interprete para favorecer a sua autonomia. (Grupo Brasil,2002). A surdocegueira não necessariamente significa que a pessoa seja totalmente cega ou surda, podem existir resíduos visuais (baixa visão) e resíduos auditivos funcionais, suficientes para escutar uma conversação especialmente quando contam com a ajuda auditiva de um aparelho. São consideradas com deficiência Múltiplas aquelas que “ tem mais de uma deficiência associada, é uma condição heterogênea que identifica diferentes grupos de pessoas, revelando associações diversas de deficiências que afetam, mais ou menos intensamente, o funcionamento individual e o relacionamento social” (MEC/SEESP,2002).

Necessidades básicas das pessoas surdacegas e Deficiencia Multipla
                                             O Estabelecimento de um sistema de comunicação é necessidades básicas para os surdocegos, partindo desse pressuposto e de acordo com McLnnes (1999) . “  a premissa básica é que a surdocegueira  é uma deficiência  única que requer uma abordagem especifica para favorecer a pessoa com surdocegueira  e um sistema para dar este suporte”. O qual subdivide a  surdocegueira em quatro categorias:
●Indivíduos que eram cegos e se tornaram surdos;
●Indivíduos que eram surdos e se tornaram cegos;
●Indivíduos que se tornaram surdocegos;
●Indivíduos que nasceram ou adquiriam  surdocegueira precocemente, ou seja, não tiveram a oportunidade de desenvolver linguagem, habilidades comunicativas ou cognitivas nem base conceitual sobre a qual possam construir uma compreensão de mundo.
                                       Se acordo com tais categorias e segundo o mesmo autor (1999) ,a Surdocegueira classifica-se em Congênita, em que a criança adquire a surdocegueira  nos primeiros anos de vida, antes da aquisição de uma Língua (Libras ou Português),como exemplo crianças com sequelas  da síndrome da rubéola congênita   ou  a surdocegueira  adquirida que foi adquirida após aquisição de uma língua (LIBRAS ou Português), como exemplo frequentes  pessoas com síndrome de Usher. E dependendo da idade em que  a surdocegueira se estabeleceu Podem ser classificadas em Surdocegos Pré- Linguísticos  ou  Surdocegos  Pós-linguísticos.
                               Com referência as pessoas com Deficiência Múltipla constituem um grupo com características especificas e peculiares, as quais devem estar associadas e ao aspecto físico e psíquico, sensorial e psíquica e Sensorial e física, consequentemente, com necessidades únicas, as quais apresentam como aspectos importantes a Comunicação e o posicionamento.

                                                Estratégias de Comunicação
                         Para os indivíduos surdocegos, são utilizados os sistemas de comunicação que estão divididos  em Alfabéticos e não Alfabéticos . Como sistema alfabéticos  podemos citar: o Alfabeto datilológico,  em que as letras do alfabeto  se formam mediante diferentes posições dos dedos das mãos; Escrita manual ,usa-se o dedo indicador da pessoa surdacega  como um lápis para escrever cada letra sobre a mão; Tablitas alfabéticas, são tábuas em letras comuns escritas em letra maiúscula ou em Braile em relevo, interlocutor vai assinalando cada letra para formar uma palavra com o dedo da pessoa surdacega e os Meios técnicos com saída em Braile, que são máquinas utilizadas pela pessoa surdacega que já conhece o Braile.
                       O sistema não alfabéticos são formados pela:  Língua de sinais, utilizadas pelas pessoas surdas, através de diferentes movimentos de mãos e o Tadoma, feito através da percepção da mão da pessoa surdacega sobre órgãos que produzem a fala para sentir a vibração da palavra. 
                            No que se refere a pessoa com Múltipla Deficiência, é preciso levar em conta  e estar atendo as competências, bem como sua individualidade e dignidade, usando a estimulação sensorial, buscando formas variadas de comunicação, principalmente as pessoas que necessitam de um mediador para estabelecimento de contato com o  meio, o qual tem a função de  estabelecer através de códigos comunicativos a ampliação do conhecimento de mundo proporcionando autonomia e independência .
Semelhanças nas estratégias de Ensino da pessoa com surdocegueira e Deficiência Múltipla.

                        De acordo com Maia (2011), O conhecimento de mundo se faz pelo uso dos canais sensoriais proximais como: tato, olfato paladar, sinestésico, proprioceptivo e vestibular. Na Deficiência Múltipla tais canais não são fidedignos, estas se valem dos canais distantes (visão e audição) como ponto de referência.
                           Podemos dividir a comunicação em Receptiva  e Expressiva tanto para pessoas com surdocegueira como para deficiência múltipla, as quais favorecem a transmissão e interpretação. A comunicação receptiva esta se faz quando alguém recebe e processa a informação dada por meio de uma fonte e forma (escrita, fala, Libras e etc) .Na Comunicação expressiva requer um comunicador ,pessoa que passe a informação para outra. Como exemplos de forma de comunicação expressiva tanto para pessoas surdocegas como deficiência múltipla temos :  Expressões Naturais ( choro, movimentos corporais, sorriso, gritos, sinais do corpo, ri, alegria, bocejar, voz, toque, pistas de cheiro). Como aspectos fundamentais  para o desenvolvimento da linguagem tanto para pessoas com surdocegueira ou deficiência múltipla temos a interação social e a comunicação. Tais aspectos podem se fazer através de rotinas organizadas como ,objetos de referência que possam ter representações e significados sobre diversas situações e as pistas que podem ser: cheiro, sons, organização do ambiente e sons de pessoas.
                      

Referências:
Aspectos Importantes para saber sobre Surdocegueira e Deficiência Múltipla. Texto elaborado pela coordenadora da disciplina Profa. Dra. Shirley Rodrigues Maia.

BOSCO, Ismênia C. M. G.; MESQUITA, Sandra R. S. H.; MAIA, Shirley R. Coletânea UFC-MEC/2010: A Educação Especial na Perspectiva da Inclusão Escolar - Fascículo 05: Surdocegueira e Deficiência Múltipla (2010).

BRASIL. Ministério da Educação. Secretaria de Educação Especial. Educação Infantil estratégias de e orientações pedagógicas para educação de crianças com necessidades educacionais especiais: Dificuldade Acentuadas de Aprendizagem. Deficiência Múltipla. Brasília: MEC/SEESP,2002.

SERPA, Ximena Fonegra, Comunicação para Pessoas com Surdocegueira. Tradução do livro Comunicacion para Persona Sordociegas, INSOR-Colômbia 2002.