quarta-feira, 16 de abril de 2014

Atividade 2




Diferenciando Surdocegueira  e Deficiência Múltipla
                            Surdocegueira é uma deficiência única, que apresenta as deficiências auditiva e visual concomitantemente em diferentes graus, levando a pessoas surdacega a desenvolver diferentes formas de comunicação pra entender e interagir com as pessoas e o meio ambiente, possibilitando-a a ter acesso a informações, uma vida social com qualidade, orientação e mobilidade, educação e trabalho necessitando de um guia-interprete para favorecer a sua autonomia. (Grupo Brasil,2002). A surdocegueira não necessariamente significa que a pessoa seja totalmente cega ou surda, podem existir resíduos visuais (baixa visão) e resíduos auditivos funcionais, suficientes para escutar uma conversação especialmente quando contam com a ajuda auditiva de um aparelho. São consideradas com deficiência Múltiplas aquelas que “ tem mais de uma deficiência associada, é uma condição heterogênea que identifica diferentes grupos de pessoas, revelando associações diversas de deficiências que afetam, mais ou menos intensamente, o funcionamento individual e o relacionamento social” (MEC/SEESP,2002).

Necessidades básicas das pessoas surdacegas e Deficiencia Multipla
                                             O Estabelecimento de um sistema de comunicação é necessidades básicas para os surdocegos, partindo desse pressuposto e de acordo com McLnnes (1999) . “  a premissa básica é que a surdocegueira  é uma deficiência  única que requer uma abordagem especifica para favorecer a pessoa com surdocegueira  e um sistema para dar este suporte”. O qual subdivide a  surdocegueira em quatro categorias:
●Indivíduos que eram cegos e se tornaram surdos;
●Indivíduos que eram surdos e se tornaram cegos;
●Indivíduos que se tornaram surdocegos;
●Indivíduos que nasceram ou adquiriam  surdocegueira precocemente, ou seja, não tiveram a oportunidade de desenvolver linguagem, habilidades comunicativas ou cognitivas nem base conceitual sobre a qual possam construir uma compreensão de mundo.
                                       Se acordo com tais categorias e segundo o mesmo autor (1999) ,a Surdocegueira classifica-se em Congênita, em que a criança adquire a surdocegueira  nos primeiros anos de vida, antes da aquisição de uma Língua (Libras ou Português),como exemplo crianças com sequelas  da síndrome da rubéola congênita   ou  a surdocegueira  adquirida que foi adquirida após aquisição de uma língua (LIBRAS ou Português), como exemplo frequentes  pessoas com síndrome de Usher. E dependendo da idade em que  a surdocegueira se estabeleceu Podem ser classificadas em Surdocegos Pré- Linguísticos  ou  Surdocegos  Pós-linguísticos.
                               Com referência as pessoas com Deficiência Múltipla constituem um grupo com características especificas e peculiares, as quais devem estar associadas e ao aspecto físico e psíquico, sensorial e psíquica e Sensorial e física, consequentemente, com necessidades únicas, as quais apresentam como aspectos importantes a Comunicação e o posicionamento.

                                                Estratégias de Comunicação
                         Para os indivíduos surdocegos, são utilizados os sistemas de comunicação que estão divididos  em Alfabéticos e não Alfabéticos . Como sistema alfabéticos  podemos citar: o Alfabeto datilológico,  em que as letras do alfabeto  se formam mediante diferentes posições dos dedos das mãos; Escrita manual ,usa-se o dedo indicador da pessoa surdacega  como um lápis para escrever cada letra sobre a mão; Tablitas alfabéticas, são tábuas em letras comuns escritas em letra maiúscula ou em Braile em relevo, interlocutor vai assinalando cada letra para formar uma palavra com o dedo da pessoa surdacega e os Meios técnicos com saída em Braile, que são máquinas utilizadas pela pessoa surdacega que já conhece o Braile.
                       O sistema não alfabéticos são formados pela:  Língua de sinais, utilizadas pelas pessoas surdas, através de diferentes movimentos de mãos e o Tadoma, feito através da percepção da mão da pessoa surdacega sobre órgãos que produzem a fala para sentir a vibração da palavra. 
                            No que se refere a pessoa com Múltipla Deficiência, é preciso levar em conta  e estar atendo as competências, bem como sua individualidade e dignidade, usando a estimulação sensorial, buscando formas variadas de comunicação, principalmente as pessoas que necessitam de um mediador para estabelecimento de contato com o  meio, o qual tem a função de  estabelecer através de códigos comunicativos a ampliação do conhecimento de mundo proporcionando autonomia e independência .
Semelhanças nas estratégias de Ensino da pessoa com surdocegueira e Deficiência Múltipla.

                        De acordo com Maia (2011), O conhecimento de mundo se faz pelo uso dos canais sensoriais proximais como: tato, olfato paladar, sinestésico, proprioceptivo e vestibular. Na Deficiência Múltipla tais canais não são fidedignos, estas se valem dos canais distantes (visão e audição) como ponto de referência.
                           Podemos dividir a comunicação em Receptiva  e Expressiva tanto para pessoas com surdocegueira como para deficiência múltipla, as quais favorecem a transmissão e interpretação. A comunicação receptiva esta se faz quando alguém recebe e processa a informação dada por meio de uma fonte e forma (escrita, fala, Libras e etc) .Na Comunicação expressiva requer um comunicador ,pessoa que passe a informação para outra. Como exemplos de forma de comunicação expressiva tanto para pessoas surdocegas como deficiência múltipla temos :  Expressões Naturais ( choro, movimentos corporais, sorriso, gritos, sinais do corpo, ri, alegria, bocejar, voz, toque, pistas de cheiro). Como aspectos fundamentais  para o desenvolvimento da linguagem tanto para pessoas com surdocegueira ou deficiência múltipla temos a interação social e a comunicação. Tais aspectos podem se fazer através de rotinas organizadas como ,objetos de referência que possam ter representações e significados sobre diversas situações e as pistas que podem ser: cheiro, sons, organização do ambiente e sons de pessoas.
                      

Referências:
Aspectos Importantes para saber sobre Surdocegueira e Deficiência Múltipla. Texto elaborado pela coordenadora da disciplina Profa. Dra. Shirley Rodrigues Maia.

BOSCO, Ismênia C. M. G.; MESQUITA, Sandra R. S. H.; MAIA, Shirley R. Coletânea UFC-MEC/2010: A Educação Especial na Perspectiva da Inclusão Escolar - Fascículo 05: Surdocegueira e Deficiência Múltipla (2010).

BRASIL. Ministério da Educação. Secretaria de Educação Especial. Educação Infantil estratégias de e orientações pedagógicas para educação de crianças com necessidades educacionais especiais: Dificuldade Acentuadas de Aprendizagem. Deficiência Múltipla. Brasília: MEC/SEESP,2002.

SERPA, Ximena Fonegra, Comunicação para Pessoas com Surdocegueira. Tradução do livro Comunicacion para Persona Sordociegas, INSOR-Colômbia 2002.

terça-feira, 18 de março de 2014

Elaboração de um texto para o blog.


Universidade Federal do Ceará
Especialização em Atendimento Educacional Especializado -PS
Cursista: Delma Quaresma de Oliveira
Disciplina: AEE para Alunos com Surdez
Data:17/03/2014

Atividade 3: Elaboração de um texto para o blog.
 
      Partindo do principio de que toda pessoa tem o direito a educação e  de acordo com  a Política Nacional de Educação Especial na Perspectiva da Educação Inclusiva (2008) que  propõe o Atendimento Educacional Especializado - AEE, um serviço da educação especial, bem como dos dispositivos legais do Decreto 5.626 (2005),que:
 
 
“ Prevê a organização de turmas bilíngües, constituídas por alunos surdos e ouvintes onde as duas línguas,Libras e Lingua portuguesa,são utilizadas no mesmo espaço educacional. Também define que para os alunos com surdez a primeira língua é a Libras e a segunda é aLingua portuguesa na modalidade escrita, além de orientar para a formação inicial e continuada de professores e formação de intérpretes para a tradução e e formação de intérpretes para a tradução e  interpretação da Libras e da Lingua Portuguesa.””
 
 
 
 Percebemos então, que  a pessoa com surdez ainda tem vários obstáculos a serem vencidos, em função de sua perda auditiva ou limitação, uma vez que as metodologia aplicadas e as propostas educacionais não estão adequadas ao seu potencial natural, em função disso são prejudicadas em vários aspectos: cognitivo, linguístico sócio- afetivo, linguístico e político-cultural os quais influenciam consideravelmente na sua aprendizagem. A aquisição da Língua de sinais não é garantia de sucesso na aprendizagem, se não estiverem inseridos as mediações simbólicas com o meio social físico e social, bem como se não for exercida a capacidade representativa o que possivelmente irá comprometer o desenvolvimento do pensamento , da linguagem e da produção de sentidos.
 Portanto, temos que pensar na pessoa com surdez, como um ser biopsicossocial, cognitivo e capaz de se desenvolver. Em função disso e mediante organização didática envolvendo três momentos o Atendimento Educacional Especializado-AEE, garante: O atendimento Educacional de libras, onde o professor organiza o trabalho, respeitando as especificidades dessa língua, bem como ampliação do vocabulário e na interlocução com seus pares. O Atendimento Educacional em Libras, que vem a ser um atendimento que acompanha as ideias dos conteúdos trabalhados em classe comum  e expressar seu entendimento através da Língua Brasileira de Sinais. Já o Atendimento educacional para o Ensino da Língua Portuguesa, visa desenvolver a competência gramatical, linguística e textual das pessoas com surdez, gerando sequencias e competências tanto no uso da gramática como em seu desempenho linguísticos. 
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Referências Bibliográficas
 
DAMÁZIO, M. F.M.; ALVES,C. B. Atendimento Educacional Especializado do aluno com surdez. Capítulo 2. São Paulo: Moderna, 2010.
 
FERREIRA, I. N. Caminhos do aprender: uma alternativa educacional para a criança portadora de deficiencia mental. Brasília, CORDE, Ministério da Justiça, 1993.
 
PRESIDÊNCIA DA REPÚBLICA DA CASA CIVIL. Decreto 5.626 de 22 de Dezembro de 2005. Disponível em: http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_ato2004-2006/2005/decreto/d5626.htm.  Acesso em: 13 de Março de 2014.
 

quarta-feira, 11 de dezembro de 2013



                              Audiodescrição é a uma faixa narrativa adicional para os cegos e deficientes visuais consumidores de meios de comunicação visual, onde se incluem a televisão o cinema, a dança, a ópera e as artes visuais. Consiste num narrador que fala durante a apresentação, descrevendo o que está a acontecer no ecrã durante as pausas naturais do audio e por vezes durante diálogos, quando considerado necessário. A audiodescrição é o recurso que permite a inclusão de pessoas com deficiência visual em cinema, teatro e programas de televisão. No Brasil, segundo dados do IBGE, existem aproximadamente 16,5 milhões de pessoas com deficiência visual total e parcial, que encontram-se excluídos da experiência audiovisual e cênica.

http://pt.wikipedia.org/wiki/Audiodescri%C3%A7%C3%A3o

                        Caros amigos escolhi postar este recurso por acreditar que é bastante ezequivel e se encaixa perfeitamente no planejamento escolar de qualquer aluno, além de ser uma atividade divertida e que a maioria dos alunos gostam, principalmente também porque podem ser feitas inúmeras variações de acordo com o planejamento de cada professor.
http://www.aee2010.ufc.br/aee/cursos/aplic/index.php?cod_curso=209


As tirinhas são um gênero textual muito aceito entre as crianças pois elas são como as histórias em quadrinhos, ou seja, utilizam-se de quadros para narrar um fato. Quadros estes que contém desenhos e, na maioria das vezes, as falas estão nos balões. Contudo, seu tamanho é menor que as histórias em quadrinhos, sendo algo para uma leitura rápida. O tipo de tira mais popular é a de humor, porém, ela pode ser de qualquer gênero.
Você pode desenvolver essa atividade na sala de aula regular com toda turma ou na sala de recursos multifuncionais em grupo ou individualmente. Poderia imprimir a imagem da tirinha em tamanho ampliado e colocá-la em um cartaz. A professora apresentaria a tirinha e leria a descrição da mesma contemplando assim tanto os alunos ditos normais como os com deficiência visual.
É possível também usar aplicativos online para converter as falas e descrições dessa tirinha em áudio, acessando o site do SOAR www.soarmp3.com.br . É um serviço online que permite transformar texto em voz, com a possibilidade de salvar em um arquivo MP3, sendo bastante apropriado para trabalhar os textos com as pessoas com deficiência visual. Outro dispositivo para transformar texto em voz é o VozMe. Ambos são tecnologias online que podem ser empregadas para apoiar o processo de inclusão sociodigital.
Os vídeos com audiodescrição também tem a mesma funcionalidade do texto com descrição, no sentido de favorecer o aluno cego ou com baixa visão a incluí-los nas atividades de leitura como os demais alunos.
Veja um exemplo de como você pode descrever as tirinhas para os alunos cegos ou com baixa visão:



clique para ampliar
Legenda: tira cômica, sem título, com a personagem argentina Mafalda, do cartunista Quino.
Descrição: a tirinha colorida, com 4 quadros, mostra Mafalda, uma menininha de aproximadamente 7 anos, com blusa vermelha de gola branca, laço vermelho nocabelo preto com franja, lendo um livro, que está sobre uma mesa redonda. Suas falas estão dentro de balões.
Q1: Mafalda debruçada sobre o livro, com a mão segurando o rosto, lê: Ema vê a mesa da sala de estar.
Q2: Mafalda vira-se para o lado e pergunta: Mamãe, o que é sala de estar?
Q3: Sentada à mesa, com as mãos sobre o livro, ela escuta a resposta: É living. Ela responde: Ah, bom!
Q4: Mafalda, com a testa franzida e debruçada sobre o livro e a mão segurando o rosto, reclama: Afinal, por que eles não escrevem esses livros na língua da gente?
Tirinha disponível em:
BRASIL. Nota Técnica, Nº 21. Orientações para descrição de imagem na geração de material digital acessível - Mecdaisy. MEC/SECADI/DPEE, 2012. Disponível em: http://portal.mec.gov.br/index.php?option=com_docman&task=doc_download&gid=10538&Itemid=.
por luzivete viana - adaptado por Blog da Audiodescrição
Fonte: AEE 2013