terça-feira, 18 de março de 2014

Elaboração de um texto para o blog.


Universidade Federal do Ceará
Especialização em Atendimento Educacional Especializado -PS
Cursista: Delma Quaresma de Oliveira
Disciplina: AEE para Alunos com Surdez
Data:17/03/2014

Atividade 3: Elaboração de um texto para o blog.
 
      Partindo do principio de que toda pessoa tem o direito a educação e  de acordo com  a Política Nacional de Educação Especial na Perspectiva da Educação Inclusiva (2008) que  propõe o Atendimento Educacional Especializado - AEE, um serviço da educação especial, bem como dos dispositivos legais do Decreto 5.626 (2005),que:
 
 
“ Prevê a organização de turmas bilíngües, constituídas por alunos surdos e ouvintes onde as duas línguas,Libras e Lingua portuguesa,são utilizadas no mesmo espaço educacional. Também define que para os alunos com surdez a primeira língua é a Libras e a segunda é aLingua portuguesa na modalidade escrita, além de orientar para a formação inicial e continuada de professores e formação de intérpretes para a tradução e e formação de intérpretes para a tradução e  interpretação da Libras e da Lingua Portuguesa.””
 
 
 
 Percebemos então, que  a pessoa com surdez ainda tem vários obstáculos a serem vencidos, em função de sua perda auditiva ou limitação, uma vez que as metodologia aplicadas e as propostas educacionais não estão adequadas ao seu potencial natural, em função disso são prejudicadas em vários aspectos: cognitivo, linguístico sócio- afetivo, linguístico e político-cultural os quais influenciam consideravelmente na sua aprendizagem. A aquisição da Língua de sinais não é garantia de sucesso na aprendizagem, se não estiverem inseridos as mediações simbólicas com o meio social físico e social, bem como se não for exercida a capacidade representativa o que possivelmente irá comprometer o desenvolvimento do pensamento , da linguagem e da produção de sentidos.
 Portanto, temos que pensar na pessoa com surdez, como um ser biopsicossocial, cognitivo e capaz de se desenvolver. Em função disso e mediante organização didática envolvendo três momentos o Atendimento Educacional Especializado-AEE, garante: O atendimento Educacional de libras, onde o professor organiza o trabalho, respeitando as especificidades dessa língua, bem como ampliação do vocabulário e na interlocução com seus pares. O Atendimento Educacional em Libras, que vem a ser um atendimento que acompanha as ideias dos conteúdos trabalhados em classe comum  e expressar seu entendimento através da Língua Brasileira de Sinais. Já o Atendimento educacional para o Ensino da Língua Portuguesa, visa desenvolver a competência gramatical, linguística e textual das pessoas com surdez, gerando sequencias e competências tanto no uso da gramática como em seu desempenho linguísticos. 
.


 
 
Referências Bibliográficas
 
DAMÁZIO, M. F.M.; ALVES,C. B. Atendimento Educacional Especializado do aluno com surdez. Capítulo 2. São Paulo: Moderna, 2010.
 
FERREIRA, I. N. Caminhos do aprender: uma alternativa educacional para a criança portadora de deficiencia mental. Brasília, CORDE, Ministério da Justiça, 1993.
 
PRESIDÊNCIA DA REPÚBLICA DA CASA CIVIL. Decreto 5.626 de 22 de Dezembro de 2005. Disponível em: http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_ato2004-2006/2005/decreto/d5626.htm.  Acesso em: 13 de Março de 2014.
 

quarta-feira, 11 de dezembro de 2013



                              Audiodescrição é a uma faixa narrativa adicional para os cegos e deficientes visuais consumidores de meios de comunicação visual, onde se incluem a televisão o cinema, a dança, a ópera e as artes visuais. Consiste num narrador que fala durante a apresentação, descrevendo o que está a acontecer no ecrã durante as pausas naturais do audio e por vezes durante diálogos, quando considerado necessário. A audiodescrição é o recurso que permite a inclusão de pessoas com deficiência visual em cinema, teatro e programas de televisão. No Brasil, segundo dados do IBGE, existem aproximadamente 16,5 milhões de pessoas com deficiência visual total e parcial, que encontram-se excluídos da experiência audiovisual e cênica.

http://pt.wikipedia.org/wiki/Audiodescri%C3%A7%C3%A3o

                        Caros amigos escolhi postar este recurso por acreditar que é bastante ezequivel e se encaixa perfeitamente no planejamento escolar de qualquer aluno, além de ser uma atividade divertida e que a maioria dos alunos gostam, principalmente também porque podem ser feitas inúmeras variações de acordo com o planejamento de cada professor.
http://www.aee2010.ufc.br/aee/cursos/aplic/index.php?cod_curso=209


As tirinhas são um gênero textual muito aceito entre as crianças pois elas são como as histórias em quadrinhos, ou seja, utilizam-se de quadros para narrar um fato. Quadros estes que contém desenhos e, na maioria das vezes, as falas estão nos balões. Contudo, seu tamanho é menor que as histórias em quadrinhos, sendo algo para uma leitura rápida. O tipo de tira mais popular é a de humor, porém, ela pode ser de qualquer gênero.
Você pode desenvolver essa atividade na sala de aula regular com toda turma ou na sala de recursos multifuncionais em grupo ou individualmente. Poderia imprimir a imagem da tirinha em tamanho ampliado e colocá-la em um cartaz. A professora apresentaria a tirinha e leria a descrição da mesma contemplando assim tanto os alunos ditos normais como os com deficiência visual.
É possível também usar aplicativos online para converter as falas e descrições dessa tirinha em áudio, acessando o site do SOAR www.soarmp3.com.br . É um serviço online que permite transformar texto em voz, com a possibilidade de salvar em um arquivo MP3, sendo bastante apropriado para trabalhar os textos com as pessoas com deficiência visual. Outro dispositivo para transformar texto em voz é o VozMe. Ambos são tecnologias online que podem ser empregadas para apoiar o processo de inclusão sociodigital.
Os vídeos com audiodescrição também tem a mesma funcionalidade do texto com descrição, no sentido de favorecer o aluno cego ou com baixa visão a incluí-los nas atividades de leitura como os demais alunos.
Veja um exemplo de como você pode descrever as tirinhas para os alunos cegos ou com baixa visão:



clique para ampliar
Legenda: tira cômica, sem título, com a personagem argentina Mafalda, do cartunista Quino.
Descrição: a tirinha colorida, com 4 quadros, mostra Mafalda, uma menininha de aproximadamente 7 anos, com blusa vermelha de gola branca, laço vermelho nocabelo preto com franja, lendo um livro, que está sobre uma mesa redonda. Suas falas estão dentro de balões.
Q1: Mafalda debruçada sobre o livro, com a mão segurando o rosto, lê: Ema vê a mesa da sala de estar.
Q2: Mafalda vira-se para o lado e pergunta: Mamãe, o que é sala de estar?
Q3: Sentada à mesa, com as mãos sobre o livro, ela escuta a resposta: É living. Ela responde: Ah, bom!
Q4: Mafalda, com a testa franzida e debruçada sobre o livro e a mão segurando o rosto, reclama: Afinal, por que eles não escrevem esses livros na língua da gente?
Tirinha disponível em:
BRASIL. Nota Técnica, Nº 21. Orientações para descrição de imagem na geração de material digital acessível - Mecdaisy. MEC/SECADI/DPEE, 2012. Disponível em: http://portal.mec.gov.br/index.php?option=com_docman&task=doc_download&gid=10538&Itemid=.
por luzivete viana - adaptado por Blog da Audiodescrição
Fonte: AEE 2013

sábado, 12 de outubro de 2013

Atividades de desenvolvimento para alunos DI



DOMINÓ DE TEXTURA
Objetivos
  Desenvolver a discriminação tátil de texturas em qualquer idade.
 Estabelecer e/ou manter o hábito de realizar atividades em grupo.
 Desenvolver e estimular a curiosidade.
 Estabelecer o conceito de alcançar, pegar, sentir, buscar e direcionar.
Componentes
        Dominós com texturas em um lado e, no outro de TNT liso.
  12 peças em tecido com texturas variadas.
 O lado da textura possui, numa extremidade, um botão de massa e, na outra extremidade, um casa para que possa ser feita a junção das texturas.
Utilização
          O professor deverá fazer, a princípio, o reconhecimento do material explorando as texturas.
 Cada jogador deverá fazer reconhecimento e a junção das texturas que recebeu (06 peças p/cada jogador), para posteriormente emparelhar texturas iguais

  importante que cada jogador seja motivado a elaborar estratégi
as para ser o primeiro a colocar todas as peças na mesa, e assim ganhar o jogo. 


Referencia: Extraido da Oficina Práticas inclusivas para professores do 1º ao 5º ano-SEMED-DIEES/AP.